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Aéreas devem repassar ao consumidor alta de combustível e dólar

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse nesta quinta-feira (27) que as companhias aéreas devem ter que repassar aos preços dos bilhetes da passagens ainda este ano parte do aumento dos custos do setor de aviação. A variação foi provocada principalmente pelos reajustes de combustíveis e da valorização do dólar sobre o real.

 

"Entre agosto do ano passado e agosto deste ano, o câmbio subiu 25% e o QAV [querosene de aviação] quase 60% e atingiu o maior valor da história, superando os R$ 3,30 o litro", disse Sanovicz a jornalistas.

 

Na aviação brasileira, os combustíveis representam de 30% a 45% dos custos operacionais de cada voo. Já o dólar é utilizado como referência em cerca de 60% das despesas operacionais - incluindo o petróleo, insumo cotado em divisa americana.

 

Sanovicz disse que as companhias aéreas estão conseguindo segurar os reajustes graças às nas taxas auxiliares, como assentos especiais, bagagens e outros serviços. "Mas mesmo essa alternativa pode se esgotar", disse.

 

Segundo o presidente da Abear, o setor vai aproveitar uma audiência pública aberta pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) voltada para discutir as fórmulas de cálculos de combustíveis para sugerir mudanças na equação que determina o valor do litro da querosene de aviação.

 

Segundo Sanovicz, o combustível de aviação no Brasil tem taxas como o de marinha mercante e tributos, como o ICMS, que não existem no exterior. "Essa distorção leva o combustível no Brasil representar o dobro do peso desse insumo nos Estados Unidos", disse Sanovicz.

 

A Abear também está levando aos presidenciáveis uma pauta com os quatro temas mais importantes para a aviação brasileira no momento. A entidade defende a revisão da fórmula de cálculo do combustível de aviação; a defesa tarifária; ampliação de investimentos em infra estrutura; autonomia dos órgãos reguladores.

 

Transporte doméstico

O tráfego na aviação doméstica brasileira cresceu 4,40% em agosto na comparação anual em termos de passageiros-quilômetros transportados (RPK, na sigla em inglês), informou a Abear, que compila dados das associadas Gol, Latam, Azul e Avianca.

 

Na mesma base de comparação, a oferta medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK, na sigla em Inglês) aumentou 4,75%. Como a capacidade aumentou mais que a demanda, a taxa de ocupação caiu 0,27 ponto percentual, para 80,07%.

 

No acumulado do ano, a aviação brasileira tem um crescimento em 2018 de 4,74% em demanda medida em RPK, de janeiro a agosto, ante igual período de 2017. A oferta acumula em 2018 expansão de 4,80%, enquanto a taxa de ocupação médio entre janeiro e agosto deste ano está em 80,78%, ante 80,82% um ano antes.

 

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras cresceram a demanda em RPK em 15,72% em agosto na comparação anual. A oferta em ASK avançou 19,54%, enquanto a taxa de ocupação das aéreas brasileiras nos voos internacionais cedeu 2,70 pontos percentuais, para 81,61%.

 

No acumulado do ano, as aéreas brasileiras apresentam expansões de 15,64% e 19,08% para demanda e oferta, respectivamente, enquanto a taxa de ocupação está em 82,69% - queda de 2,36 pontos percentuais.

 

Liderança Gol
As quatro maiores companhias aéreas do país registraram em agosto crescimento de demanda, medida em RPK. A Gol aumentou a demanda em 1,8% em agosto ante igual mês de 2017, mas perdeu fatia de mercado, cedendo de 35,07% para 34,19%. A vice-líder Latam aumentou o RPK em 0,34%, mas também perdeu participação de mercado, cedendo de 34,11% para 32,79%. Azul e Avianca cresceram em demanda e também em participação de mercado.

 

A Azul atingiu 19,25% de participação em agosto, ante 17,53% um ano antes, após elevar em 14,64% a demanda em RPK. Já a Avianca ganhou meio ponto percecentual de market share, atingindo 13,77%, após ampliar em 8,17% o transporte de passageiros em agosto.

 

FONTE: Valor Econômico por João José Oliveira

Startup Flapper: o “uber dos jatinhos privados”

Você provavelmente já escutou falar sobre o “uber dos jatinhos privados”, mas sabe o que é e como funciona? A ideia da startup Flapper é oferecer um serviço que conecta empresas de táxi aéreo com passageiros para a realização de voos privados.

 

O aplicativo tem como objetivo democratizar a aviação executiva no Brasil por meio da economia compartilhada.

 

O aplicativo ainda tem como finalidade a tentativa de resolver os problemas da aviação privada. Frotas de aeronaves e de helicópteros estão paradas nas garagens sem funcionar, assim como acontece com os carros.

 

Uma das vantagens para quem usa a plataforma Flapper é que ela proporciona a oportunidade de andar de avião particular por um preço mais acessível. Isso é possível porque a startup agrega a oferta de mais de 20 operadores certificados de táxi aéreo, jatinhos e helicópteros e turbohélices.

 

Como funciona o “uber dos jatinhos privados”

O Flapper, que está disponível tanto para iOS quanto para Android, é parecido com os aplicativos de táxi, caronas ou de mobilidade, como Uber e Cabify. Se interessou pela plataforma e quer saber como funciona? Confira abaixo o passo a passo.

 

1º passo: Instalar o aplicativo no seu smartphone. Após baixar a plataforma, será necessário selecionar um destino.

 

2º passo: Depois que você inserir o destino desejado, a plataforma exibirá os voos que estão agendados para as datas próximas.

 

3º passo: Caso não tenha nenhuma data de voo próxima, será necessário que o usuário crie um novo voo. Para isso, é preciso escolher o local de saída, ou seja, o aeroporto da cidade que deseja, e a hora de embarque.

 

4º passo: A próxima etapa será escolher em qual aeronave deseja voar e quantos assentos comprar. É nesse momento que será possível comparar os valores das passagens.

 

É importante lembrar que também é possível comprar a passagem pelo site da plataforma. O valor médio dos assentos varia entre R$300 e R$600, para o litoral, e R$750 para os destinos das capitais.

 

O “uber dos jatinhos privados” ainda oferece passagens 40% e 50% mais baratas. Isso acontece quando existem muitos lugares disponíveis para o destino de volta.

 

O “uber dos jatinhos privados” e as suas vantagens

Assim como todos os aplicativos de mobilidade, o Flapper tem as suas vantagens para os usuários. E um dos benefícios da plataforma é a possibilidade de agendar o voo em 30 segundos, preenchendo todas as informações necessárias.

 

Outra vantagem do “uber dos jatinhos privados” é que você tem o controle do pagamento por meio do aplicativo. Além de ser possível desfrutar dos serviços personalizados de concierge, ainda existe a facilidade de fretar um jatinho privado ou até mesmo um helicóptero.

 

Outro benefício é que não é necessário realizar o check-in com antecedência, e os voos entre Rio de Janeiro e São Paulo têm duração de apenas 50 minutos. Para as empresas, a Flapper oferece pacotes corporativos com a possibilidade de integrar os principais sistemas de viagens das instituições.

 

Para quem gosta de desconto, o “uber dos jatinhos privados” oferece uma maior economia com a funcionalidade ‘voos de última hora”. Isso porque a plataforma monetiza os voos de volta com 50% de desconto ou até de graça. Esse último é possível para quem é membro do Programa de Fidelidade de Usuários Frequentes da Flapper.

 

O aplicativo tem  parceria com quatro empresas de táxi aéreo, que no total contam com 40 aeronaves incluindo jatinhos e helicópteros. Por enquanto, os destinos disponíveis para ida e volta são:

  • São Paulo – Rio de Janeiro;
  • São Paulo – Belo Horizonte;
  • São Paulo – Angra dos Reis;
  • São Paulo – Paraty – Ubatuba;
  • Ilhabela e Juquehy.

 

Startup recebeu aporte de R$3 milhões

Recentemente, o “uber dos jatinhos privados” recebeu um investimento no valor de R$3 milhões. O aporte foi liderado pelo fundo especializado em tecnologia Confrapar, além do venture capital Travel Capitalist Ventures.

 

De acordo com entrevista dada ao site Startse, o CEO da Flapper explicou que o dinheiro do investimento será usado para o desenvolvimento do marketplace das aeronaves executivas no Brasil.

 

“Nosso plano é construir uma rede de rotas compartilhadas entre aeroportos não disponíveis para clientes de aviação comercial, com foco especial nos destinos premium. Isso exige integração com todo o mercado de viagens, desde agências de viagens até meta-buscas. Além de sistemas próprios de tecnologia.”

 

É importante lembrar que a plataforma já está aceitando pagamentos em cartões de crédito, opção que antes não existia. As bandeiras aceitas pelo aplicativo são Visa, Mastecard e Elo, e os valores podem ser parcelados em até três vezes sem juros.

 

Entenda as regras para cancelamento de viagem

Quem não gosta de viajar? Mas para realizar um passeio, seja em família ou com os amigos, é necessário todo um planejamento financeiro. Porém, às vezes imprevistos podem acontecer e é preciso adiar a viagem ou até mesmo cancelá-la.

 

Mas você sabe quais são as regras para o cancelamento de viagem? Quer entender como funciona e como ter o seu dinheiro de volta em caso de cancelamento? Confira!

 

FONTE: FinanceOne

Empresas temem eleição e querem leilão de aeroportos em 2018

Grupos interessados em 12 terminais temem que próximo presidente não dê continuidade a programa de concessões

Empresas interessadas na concessão de 12 aeroportos estão pressionando o governo para que o leilão desses terminais seja realizado ainda neste ano, com receio de que o próximo presidente não dê continuidade ao processo. Isso tem gerado uma divergência entre o Ministério dos Transportes e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável por tocar leilões e privatizações no governo Temer.

 

O martelo vai ser batido na semana que vem, na reunião do conselho do PPI, onde têm assento o presidente Michel Temer e sete ministros. "Será na segunda quinzena de dezembro, por volta do dia 20", diz o secretário de Coordenação de Projetos do PPI, Tarcísio Freitas. Já o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, prefere deixar para 2019.

 

O ponto que divide os dois órgãos de governo é o prazo a ser dado entre a publicação do edital e a realização do leilão. Casimiro quer manter os 100 dias de praxe e é contra atropelar o rito. Já o PPI avalia que o prazo pode ser menor porque os grupos interessados já analisaram bem a concessão. "Tem grupos pedindo para antecipar", diz Freitas.

 

Nos últimos meses, o PPI dialogou individualmente com 11 grupos interessados em participar do leilão e espera uma participação recorde no leilão. Na lista de potenciais interessados estão grupos estrangeiros e nacionais: Vinci, ADP, Fraport, Zurich, Aena, Egis, CCR, Changi, Socicam, Corporacion America e Pátria.

 

Se a decisão for mesmo a de cortar o prazo de 100 dias, Casimiro não deve criar caso, dizem interlocutores do ministro. O problema, alertam, é que assim como há grupos interessados pedindo para acelerar, outros pedem mais tempo para estruturar suas propostas.

O leilão, no entanto, só se concretiza com a assinatura do contrato, que inevitavelmente ficará para 2019. Se o novo presidente não concordar, ele simplesmente não assina.

 

Nesta rodada, pela primeira vez, os aeroportos foram organizados em três blocos, que juntam terminais rentáveis e outros que dão prejuízo: o do Nordeste (Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Juazeiro do Norte e Campina Grande), do Centro-oeste (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta) e do Sudeste (Vitória e Macaé).

 

As chances de o leilão acontecer em dezembro aumentaram na semana passada, quando a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu seu relatório sobre o processo, fazendo ressalvas que o governo considera fáceis de atender.

 

As resistências ao leilão vêm de Pernambuco, Espírito Santo e Alagoas. O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) entrou com ação na Justiça questionando a forma como o leilão foi organizado. Ele teme que, leiloado num bloco junto com outros aeroportos deficitários, o de Recife tenha seus investimentos desviados para os outros terminais. A mesma crítica tem sido feita pelo deputado Marx Beltrão (PSD-AL). Na mesma linha, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, questiona o leilão do aeroporto de Vitória no mesmo pacote com o de Macaé (RJ).

 

Freitas admite que há questionamentos, mas diz que as concessões estão muito bem embasadas por estudos técnicos.

 

Amanhã, o governo realiza o leilão de dois portos e a quinta rodada de concessão de áreas do pré-sal, que pode render R$ 6,8 bilhões em bônus de assinatura para a União. O leilão de pré-sal atraiu o interesse de 12 grupos, que também temem mudanças no programa de concessões pelo próximo presidente.

 

FONTE: Jornal O Estado de São Paulo por Lu Aiko Otto

Você ainda vai voar num pequeno avião sem piloto - acredite!

Startup norte-americana trabalha em software para transformar ficção em realidade

Sistema permitirá que a aeronave atue com base nas informações de seus arredores.

 

Filmes e animações futuristas adoram colocar pessoas em carros voadores circulando pelas cidades. Por conta disso, é difícil acreditar que um dia todos voaremos dentro de pequenas aeronaves sem piloto - mas é verdade! Um dos sonhadores que está tirando essa ideia do papel é o norte-americano Marc Piette. Seu projeto nasceu, como outros tantos, de uma decepção.

 

Além do alto custo para conseguir adquirir sua tão sonhada licença de piloto, ele percebeu que os valores de compra e manutenção de pequenas aeronaves nos Estados Unidos era muito alto. Não à toa, as vendas do setor em 2017 contabilizaram apenas 3.293 aeronaves de aviação geral (incluindo helicópteros), enquanto foram entregues, em todo o mundo, mais de 80 milhões de carros.

 

Percebendo o potencial de mercado, Piette, que havia vendido sua empresa para a GoDaddy, gigante do mercado de registro de domínios e hospedagem de sites, decidiu criar a startup Xwing. Em dois anos de existência, ela agrupou talentos da engenharia naval e companhias como Google e McKinsey para o desenvolvimento de um software que permitirá o voo sem piloto em aeronaves de pequeno porte.

 

O projeto, batizado de Autonomy Flight Management System (AFMS), não é destinado a um tipo específico de aeronave. Seus primeiros testes foram realizados em um pequeno avião e, posteriormente, o sistema foi implantado em um helicóptero. O software de integração de sensores desenvolvido pela empresa permite que as aeronaves percebam o mundo ao seu redor e detectem de forma confiável perigos aéreos, determinando com precisão a posição do veículo.

 

"A partir de agora, o AFMS permitirá que a aeronave atue com base nas informações de seus arredores. Seu sistema será integrado com o controle de tráfego aéreo, gerando rotas de voo para poder navegar independente e resolver todas as contingências para garantir a segurança dos passageiros", diz a empresa.

 

Atualmente a Xwing negocia com empresas de grande porte para integrar o sistema em suas aeronaves. Independentemente do tempo, é certo que o impacto não deve se restringir à mobilidade da população.

 

FONTE: Época Negócios  -  Foto: Thinkstock

Brasil reforça apoio para o desenvolvimento da aviação

Prioridades serão países lusófonos e da América Latina

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) reforçou o apoio à iniciativa da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI)  de “No country Left Behind” (NCLB - Nenhum país deixado para trás) durante o 4º Fórum Mundial da OACI – IWAF/4 2018 (The Fourth ICAO World Aviation Forum). O Diretor-Presidente da Agência, José Ricardo Botelho, e a Secretária-Geral da OACI, Fang Liu, assinaram memorando de entendimento para a promoção da cooperação técnica trilateral sul-sul na área de aviação civil.

 

O acordo tem como objetivo viabilizar projetos de cooperação técnica voltados para o fortalecimento institucional das autoridades de aviação civil de países de língua portuguesa e latino americanos.

A assinatura do acordo fez parte da cerimônia de encerramento do 4º Fórum Mundial. Em seu discurso final, a Secretária-Geral reconheceu a contribuição significativa do evento para o desenvolvimento da aviação civil ao abrir espaço para o compartilhamento de experiências, possibilitando a maximização dos benefícios econômicos e sociais gerados pelo crescimento do setor.

 

O Diretor-Presidente agradeceu a participação de todos e disse que o Brasil estará sempre aberto para contribuir para o desenvolvimento regional e internacional da aviação. O diretor Ricardo Bezerra também participou da mesa de encerramento do evento.

 

O IWAF/4 2018 foi realizado na cidade de Fortaleza entre os dias 17 e 19 de setembro. Durante os três dias, 64 delegações participaram de debates sobre investimentos para o desenvolvimento da aviação.

 

Integração de transporte e revolução tecnológica

Durante os painéis do terceiro dia de evento, os países discutiram a criação de soluções tecnológicas que visem à integração de transporte e de projetos urbanos que busquem o crescimento da aviação e conectividade entre os diferentes modais de transporte. Os debatores falaram sobre como o Estado pode maximizar os benefícios da aviação e outros sistemas de transporte, além da interação com outros setores.

 

A Chefe da Unidade de Política da Aviação da Comissão Europeia, Flor Diaz Pulido, falou sobre novas possibilidades de transporte aéreo urbano, entre eles novos serviços, como o táxi aéreo por aplicativos e o compartilhamento de transporte. Flor Pulido ponderou que é preciso identificar a demanda de infraestrutura e atrair investimentos para atender esse crescimento. Da perspectiva regulatória, ela afirmou que o ambiente precisa ser flexível para tal desenvolvimento, desde que não haja infrações ou ameaças à segurança operacional.

 

Rodrigo Mota, da Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento, ressaltou que é necessário um ambiente regulatório que suporte o desenvolvimento destas soluções de integração e conectividade, especialmente entre diferentes modais de transporte. Julyana Yokota, da S&P Global Ratings, também defendeu a importância na estabilidade da estrutura regulatória e, segundo ela, esse fator, juntamente com projetos bem-planejados, são essenciais para a atração de investimentos.

 

Representantes de Cabo Verde, Polônia, Malásia e Tuvalu também contribuíram com as discussões sobre a utilização de tecnologias e maximização dos benefícios para o crescimento da aviação civil. Ao final do painel, representante da República Dominicana apresentou um estudo de caso sobre a evolução do marco regulatório no país.

 

Região Pan-Americana

Os últimos painéis do IWAF/4 2018 trataram do crescimento do transporte aéreo na região Pan-Americana. O Diretor-Geral da autoridade de aviação civil colombiana, Juan Carlos Salazar, apresentou dados sobre o aumento de tráfego de passageiros na região latino-americana e o crescimento da aviação dos países da região.

 

O Diretor Ricardo Fenelon participou do debate e ponderou sobre as ações brasileiras que buscam aumentar o número de operações áreas, como por exemplo, a desregulamentação do mercado e a concessão de aeroportos. Ele destacou que os aeroportos concedidos processam 58% do tráfego de passageiros e afirmou que a política de aviação civil no pais tem sido bem-sucedida. Nos últimos anos, o país foi de 33 para 100 milhões de passageiros transportados. “O melhor caminho para aviação é a concorrência. Em um país grande como o Brasil, quanto mais opções, melhor”, afirmou.

 

Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira e de Empresas Aéreas (ABEAR), apontou que a aviação brasileira tem grandes desafios, entre eles, a defesa e a manutenção dos benefícios da política da liberdade tarifária e o alinhamento do ambiente regulatório ao que é praticado internacionalmente. Ele citou as ações que já foram tomadas e seus impactos, como por exemplo, a publicação da Resolução n° 400, que, segundo Eduardo, resultou no aumento de dois milhões de passageiros no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Finalmente, o Diretor-Presidente da ANAC, José Ricardo Botelho, e um representante da OACI falaram sobre a Declaração para Promover a Conectividade por meio do Desenvolvimento e Sustentabilidade do Transporte Aéreo na Região Pan-Americana - Visão 2020-2035.

 

FONTE: ANAC

ANAC coordena 1ª reunião de Grupos Brasileiros de Segurança Operacional

Reunião do BAST aconteceu dia 22 de agosto

No dia 22 de agosto, foi realizada na Unidade Regional da ANAC em São Paulo a 1ª Reunião dos Presidentes e Vice-Presidentes dos Grupos Brasileiros de Segurança Operacional (BAST). O encontro cumpre a previsão de reuniões periódicas da Resolução nº 399, de 12 de dezembro de 2016, que instituiu o BAST e seus respectivos grupos temáticos voltados para a aviação comercial, aviação geral, helicópteros e aeroportos.

 

A reunião foi promovida pela Assessoria de Articulação com o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (ASIPAER) da ANAC, que é responsável pelo Secretariado Executivo do BAST e seus grupos. O objetivo foi proporcionar o estreitamento do contato entre os Presidentes e Vice-Presidentes, além de identificar temas de interesse aos diversos segmentos da aviação civil brasileira.

 

Além do chefe substituto da ASIPAER, Ricardo Albuquerque, que coordenou a reunião,  estiveram presentes: Rafael Faria, Superintendente de Infraestrutura Aeroportuária e Presidente do Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Infraestrutura Aeroportuária (BAIST); Rosa Fernandes, Vice-Presidente do BAIST; Eduardo Américo, Gerente de Engenharia de Manutenção e Presidente Grupo Brasileiro de Segurança Operacional da Aviação Geral (BGAST); André Machado, Presidente do Grupo Brasileiro de Segurança Operacional da Aviação Comercial (BCAST); Dan Guzzo, Vice-Presidente do BCAST; e Antonio Modesto, Vice-Presidente do Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Helicópteros (BHEST).

 

FONTE: ANAC

Cathay Pacific seleciona pilotos brasileiros

Empresa de Hong Kong terá processo seletivo no Brasil

A aviação brasileira inicia um continuo processo de retomada do crescimento, mas as incertezas políticas tornam esse caminho bastante lento e gradual. Enquanto as empresas aéreas ajustam sua oferta a demanda, diversos pilotos temem perder o emprego no curto prazo.

 

Contudo, de acordo com a ICAO (International Civil Aviation Organization), o transporte aéreo global continua em franco crescimento. Mesmo com altos e baixos comuns ao setor, o aumento populacional e a cada vez mais dinâmica economia globalizada manterá o ritmo de desenvolvimento da demanda por voos. Além disso, também se espera o crescimento do transporte aéreo cargueiro, quase na mesma proporção do crescimento do PIB global. Pelos cálculos da ICAO o número de voos regulares deve dobrar na próxima década. Tal cenário permitirá a absorção de mão de obra de milhares de pilotos nos próximos anos ao redor do mundo.

 

O efeito pode ser sentido especialmente no Oriente Médio e na Ásia, que reúnem as maiores empresas aéreas da atualidade e têm expandido a frota vertiginosamente para atender à crescente demanda.

 

A Cathay Pacific Airways, uma das maiores empresas aéreas da Ásia, oferece oportunidades a pilotos brasileiros com interesse em morar em Hong Kong. A empresa chinesa está abrindo vagas para Second Officer, com salário anual é de HKD 538.000 aproximadamente R$ 282.000 (R$ 23.500 ao mês).

 

As exigências seguem o padrão mundial, mas pelo perfil da vaga são necessárias apenas 250 horas em aeronaves com mais de 10 toneladas de peso máximo de decolagem, embora seja dado preferência para pilotos com mais de 500 horas. É obrigatório ter licença de piloto de comercial, multimotor e no mínimo o teórico de Piloto de Linha Aérea (ATPL) válido. Além de exame médico em dia. O nível de inglês mínimo é ICAO 4, ou superior. Recordando que a proficiência de inglês é um dos principais pontos de avaliação, visto que a totalidade da operação é realizada nesse idioma. A idade mínima para aplicar na Cathay Pacific é de 18 para a vaga de Second Officer.

 

A opção de voar em uma empresa estrangeira é um atrativo para aqueles que desejam voar aeronaves de grande porte e viver uma experiência fora do Brasil. As empresas buscam não apenas pilotos com elevado conhecimento técnico, mas que possuam disciplina operacional e possibilidade para viver fora do país por longos períodos.

 

Para saber mais clique aqui.

 

FONTE: Aeromagazine

Columbia Helicopters To Fly Airships

Paris-based Hybrid Air Freighters (HAF) is teaming with Aurora, Oregon-based Columbia Helicopters to manage and operate a fleet of up to 12 Lockheed Martin LMH-1 heavy lift airships. Under the agreement, HAF will manage the aircraft while Columbia will operate them.

 

The LMH-1 is designed to carry oversized payloads up to 21 tons in a 10-by-10-by-60-foot cargo bay, cruise at speeds up to 60 knots, and have an unrefueled range of 1,404 nm. Conversely, it can carry up to 20 passengers.

 

HAF's LMH-1 features fly-by-wire flight controls, two-axis vectored thrust propulsion, and a tri-hull multiple-lobe, helium-filled design of woven materials durable enough to land on sand, snow, dirt, and water. The airship can take off and land like a hovercraft and does not require any special mooring or towering. It is 280 feet long, 148 feet wide, and 78 feet high.

 

HAF signed a letter intent to acquire the 12 LMH-1s last year in a deal valued at $480 million and hopes to have them operational by 2020 or 2021. HAF and Columbia believe the aircraft will have appeal to customers in the oil and gas and heavy construction sectors. HAF’s is the second announced deal for the LMH-1. In March 2016, UK-based Straightline Aviation also signed a letter of intent for 12 of the airships.

 

FONTE: AINonline by Mark Huber

Brokers’ dilemma is finding good used jets, not buyers

With "attractive" preowned jets in short supply, buyers might be willing to overlook distinctive livery, such as this Falcon's, if the aircraft is younger and has the right cockpit/interior configuration.

 

For the first time since the Great Recession, business aircraft brokers “are having to find aircraft for buyers, rather than having to find buyers for aircraft,” Citi Research said today after the investment firm held a roundtable discussion with a group of these brokers on Friday. “The overall sentiment was positive as brokers are busy with high transaction volumes with the potential for pricing to broadly improve over the next year,” adding that it already has some in “some pockets.”

 

Brokers told Citi that the key determinant to sale is aircraft attractiveness, including age and cockpit/interior configuration. “[Attractive] aircraft aren’t available for long,” said Citi Research U.S. aerospace and defense senior equity analyst Jonathan Raviv.

 

North America is especially strong, comprising about 80 percent of preowned aircraft sales, above the typical 60 to 70 percent average, he noted. “There’s modest wariness that it is too North American weighted and a suggestion that [aircraft manufacturers] probably want to see broader geographic improvements before raising [new business jet] production,” Raviv concluded.

 

FONTE / PHOTO: AINonline by Chad Trautvetter

Hemisphere Still Part of Textron Aviation's Future

Textron Aviation said Cessna Citation Hemisphere is still in its plans, even though it paused development of the large-cabin business jet earlier this year. (Photo: Textron Aviation)

 

Although Textron Aviation has paused development of its largest-yet Cessna Citation - the Hemisphere - due to delays with the jet’s Snecma Silvercrest engines, “The Hemisphere is still a program that we’re very excited about,” said Rob Scholl, Textron Aviation senior v-p of sales and marketing.

 

About two weeks ago, Textron Aviation president and CEO Scott Ernest and senior vice president of engineering Brad Thress visited Snecma for an update on the Silvercrest. The engine had suffered problems with its high-pressure axial compressor during flight testing. “We’re working with them to see how their testing’s going,” Scholl said. “We’ll probably know in about 12 to 18 months where they are. But we are still very much committed to the Hemisphere.”

 

According to Thress, “Next July they’re supposed to run that test with the redesigned compressor and prove that the engine is where it needs to be. So that’s what we’re waiting on. In the meantime, we’re working closely with them, and they’re giving us engineering performance data as they gain it, with respect to modeling performance of the changes that they’re making. We’re staying hand in glove with them as they work through it to make sure that we understand the design limitations on the overall airplane.”

 

Scholl explained that Textron Aviation is still collecting customer feedback on the Hemisphere design. “We’ve had the mockup over in our advanced design studio and we take customers through it all the time. We’ve gotten their feedback, so there’s still some time to make some changes if we want to.”

Regarding Snecma, Thress said, “I couldn’t be more confident. These are competent people. They built 40,000 CFM56s. They’re the largest turbine helicopter engine maker on the planet. They have a host of military engines. They absolutely know what they’re doing.”

 

FONTE: AINonline by Matt Thurber  -  PHOTO: Textron Aviation

ANAC interdita sete aeronaves e reforça a campanha: Voe seguro, não use táxi-aéreo clandestino

Apurações especiais ocorreram em Mato Grosso do Sul e no Ceará

No escopo da campanha: Voe seguro, não use táxi-aéreo clandestino, lançada em junho deste ano, a ANAC realizou duas apurações especiais que culminaram na suspensão de sete aeronaves. As fiscalizações ocorreram nos estados do Mato Grosso do Sul (MS) e no Ceará (CE) e também resultaram na suspensão imediata de uma habilitação de piloto, na investigação de duas empresas de turismo pela ANAC e na abertura de inquérito criminal pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.

 

A partir de investigações realizadas pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado – DECO, da Polícia Civil do MS, no último dia 06/09, a ANAC suspendeu cautelarmente seis aeronaves por realizarem o serviço de táxi-aéreo irregular, sem os certificados necessários para esse tipo de operação, e suspendeu a habilitação de um piloto em Campo Grande (MS). A DECO também constatou uma série de operações irregulares por empresas de turismo no estado, colocando em risco a segurança da aviação e a integridade física das pessoas a bordo e em solo. As duas empresas de turismo investigadas poderão ser punidas pela ANAC e pela PC-MS. Essa ação também fez parte do escopo da Operação Ícaro, que tem o objetivo constante de reduzir o número de acidentes na região, verificar as condições de aeronavegabilidade e segurança de voo das aeronaves civis, e recuperar produtos de furto com consequente identificação de autores e receptadores.

 

As apurações continuam e poderão ser aplicadas sanções como multas, cassação da habilitação do piloto envolvido e, ainda, denúncia criminal, por parte da DECO, dos envolvidos.

 

Esta ação, juntamente com a campanha, cujo objetivo é conscientizar os usuários sobre os riscos de contratar um serviço irregular de táxi-aéreo e, ao mesmo tempo, intensificar a fiscalização, faz parte do esforço concentrado da ANAC ao combate à aviação clandestina e soma aos esforços de outras ações, inclusive da interdição do helicóptero que prestava serviço aeromédico para o evento Rally dos Sertões, no último dia 24/08.

 

Durante o último final de semana do evento “Rally dos Sertões”, a ANAC realizou a interdição de uma aeronave por prática de táxi-aéreo clandestino (TACA) na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. A ação aconteceu após a Agência ter sido comunicada sobre a operação irregular de um helicóptero que prestava serviços aeromédicos remunerados para a organização do evento sem possuir certificado para realizar a venda deste tipo de serviço.

 

A ANAC já notificou o operador da aeronave e os organizadores do evento para prestar esclarecimentos e deu início ao processo de apuração. Caso seja constatada infração, tanto o operador quanto o piloto poderão ser multados; neste caso, a habilitação do piloto também poderá ser suspensa. A aeronave foi interditada e permanece em Juazeiro do Norte (CE).

 

Oportunamente, o caso será enviado ao Ministério Público e à autoridade policial para investigação.

 

Saiba mais sobre a campanha: Voe seguro, não use táxi-aéreo clandestino, clique aqui

 

FONTE: ANAC

Companhias aéreas questionam alta no preço do querosene de aviação

Assim como ocorre com diesel e gasolina, valor de combustível do avião dispara com alta do dólar

Assim como ocorre com o diesel para os caminhões e com a gasolina para os automóveis, a valorização do dólar e a alta nas cotações internacionais do petróleo pressionam o querosene de aviação —e vai bater no preço das passagens aéreas.

 

O querosene de aviação, conhecido como QAV, superou os R$ 3,30 por litro no fim de agosto, já acrescido de impostos, segundo dados da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).

É o maior patamar pago pelas companhias aéreas desde 2002, quando a liberdade tarifária estava começando no Brasil. O reajuste do querosene é mensal.

 

No ano passado, as companhias já tiveram um gasto extra com combustível de R$ 1,3 bilhão, segundo cálculos do setor. Mantida a tendência atual, o valor seguirá em alta.

 

Mais de um terço do preço do bilhete corresponde ao combustível, segundo as companhias aéreas. As empresas estão segurando os reajustes para não comprometer a recuperação da demanda.

No setor, o câmbio tem outro efeito: quando a moeda americana dispara, os passageiros adiam a compra da passagem.

 

Segundo entidades do setor, o preço do QAV hoje está 16% acima do pico histórico, registrado em março de 2014 —em valores nominais. O setor não soube informar o valor real, incluindo no cálculo o efeito da inflação.

 

Em uma espécie de protesto dos caminhoneiros em versão dos ares, três associações do setor se uniram em um esforço para sensibilizar a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) sobre as distorções que as entidades consideram haver na fórmula de preços praticada pela Petrobras.

Esse é o motivo, segundo elas, do custo adicional.

A agência tem uma consulta pública aberta neste mês para tratar do assunto.

 

Juntas, ABEAR (entidade que reúne as grandes companhias aéreas brasileiras), IATA (sua correspondente internacional) e Alta (de empresas da América Latina e do Caribe) pretendem defender mudanças na política de precificação.

 

O objetivo é equiparar o valor do querosene brasileiro aos preços de refinarias em países como Estados Unidos, México, Chile e outros da região.

Segundo as entidades, a metodologia da Petrobras estabelece que o preço na refinaria abrange impostos, frete, custos com dutos e despesas alfandegárias, entre outros itens, provocando aumento de 31% em relação à referência de preços do golfo americano.

 

“O Brasil produz cerca de 92% do combustível de aviação consumido internamente e importa 8%. Mas, em termos de custo real, cobra como se tivesse importando 100% do produto em uma fórmula de preço chamada paridade de importação”, diz Luis Felipe de Oliveira, diretor da Alta.

 

Uma das propostas das entidades do setor seria aplicar custos de dutos e estocagem só para o volume de querosene que de fato é importado.

Para o combustível refinado no Brasil, a ideia seria aplicar o preço de referência da cotação no golfo americano.

 

Companhias aéreas lamentam a pressão sobre os valores das passagens em um momento em que o mercado de bilhetes aéreos para destinos nacionais e no exterior apresentava aquecimento.

 

Nos voos internacionais, o transporte aéreo de passageiros por companhias brasileiras cresceu quase 15% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado. Para os voos domésticos, a alta foi de 7,4% no mesmo período.

 

“Isso tudo acaba na conta do bilhete”, diz Eduardo Sanovicz, presidente da ABEAR.

 

A fórmula da precificação do QAV é apenas um item de uma vasta lista de reivindicações que o setor considera necessárias para baixar o preço das passagens e atrair mais consumidores.

 

A mais polêmica foi a desregulamentação da franquia de bagagem, que permite a venda de bilhetes com preços mais baixos para quem faz a opção de viajar sem malas, cobrando o despacho separadamente.

 

Há anos, as empresas tentam, sem sucesso, reduzir a incidência de ICMS no abastecimento de aeronaves que fazem voos domésticos, entre outros pleitos.

Na mais recente derrota, no mês passado, o Senado aprovou um projeto que proíbe companhias aéreas de cobrarem pela marcação antecipada de poltronas nos voos.

 

A medida, ainda em análise na Câmara, permitiria expandir a segmentação de tarifas, com opções mais baratas, dizem as companhias.

 

Procurada, a Petrobras afirma que sua política de preços para o querosene de aviação vendido às companhias distribuidoras reflete as variações do mercado internacional e taxa de câmbio.

 

A empresa diz que o combustível, “assim como os demais derivados de petróleo, é uma commoditie e, portanto, sua precificação deve obedecer à lógica aplicável a produtos desta natureza quando comercializados em economias abertas”.

 

Em nota, a companhia faz analogia com preços domésticos de trigo, soja, café, ouro, ferro, açúcar, entre outras commodities, determinados pela oferta e procura internacional.

 

“Não existem restrições legais ou regulatórias que impeçam a importação por terceiros. A falta de importadores no mercado só corrobora que o preço praticado pela companhia é competitivo”, diz a empresa.

 

FONTE: Jornal Folha de SPaulo por Joana Cunha

Acordo da Gol com companhia de táxi aéreo abre novo mercado em aviação

TWO FLEX PODERÁ TRANSPORTAR PASSAGEIROS DE ATÉ 109 LOCALIDADES COM MENOS DE 200 MIL HABITANTES

 

Mudanças regulatórias abriram caminho para que a Gol anuncie nas próximas semanas uma parceria com uma companhia de táxi aéreo para levar passageiros de cidades pequenas para destinos no Brasil ou no exterior.

 

Acordo com a Two Flex poderá levar passageiros de até 109 localidades com menos de 200 mil habitantes para centros atendidos pela Gol.

 

Pessoas que participaram das conversas afirmam que as cidades ainda estão sendo definidas. Nenhum voo destas cidades até um aeroporto no qual a Gol opera vai durar mais do que uma hora e meia.

 

Em nota, a Gol diz que estuda, com a Two Flex, um plano para ampliar a operação no Rio Grande do Sul.

 

As passagens serão vendidas no site da Gol, que pagará à empresa de táxi aéreo.

 

A Two Flex pertence ao empresário Rui Aquino, ex-presidente do braço de aviação executiva da TAM. Ela já opera um projeto parecido de aviação regional com o governo de Minas Gerais, conectando 20 cidades do interior ao aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.

 

Nas conversas com o governo, a Two Flex projetou que esse modelo pode cobrir mais 330 cidades com aumento de frota para 175 aviões Cessna Caravan (hoje a empresa tem 18, com capacidade para nove passageiros) e outras 80 aeronaves para até 18 passageiros.

 

Essa estrutura permitiria o aumento em 2% do número de passageiros transportados por ano --um negócio de R$ 850 milhões em receitas.

 

Técnicos da SAC (Secretaria de Aviação Civil) e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estimaram que, caso haja outras empresas nesse ramo, a aviação comercial poderá crescer até 5% em passageiros embarcados por ano.

 

Por isso, os órgãos reguladores decidiram mudar as regras da aviação para aeródromos de cidades com menos de 200 mil habitantes.

 

Antes, as exigências de investimento e segurança, como equipamentos de raio X, eram tão severas que inviabilizavam operação de companhias menores.

 

Consultada, a Two Flex não quis comentar.

 

FONTE: Jornal Folha de SPaulo por Júlio Wiziack de Brasília

Quatro pequenas empresas de táxi aéreo fazem o papel da aviação regional no Brasil

Asta, Rima, Rota do Sul e Two Aviation! Na certa você pouco ouviu falar ou sequer conhece alguma dessas empresas! Pois é, são quatro empresas focadas em táxi aéreo e fretamentos que possuem Hotran registrados na ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, para operação de rotas aéreas em caráter regular e não regular.

 

Aviação Brasil fez um levantamento sobre as quatro empresas no que diz respeito a cidades servidas, aeronaves e contato com as empresas. Veja abaixo um pouco de cada uma e notem, que operam para cidades que muitos não imaginavam!

 

A Rota do Sol Táxi Aéreo é uma empresa que opera a partir do Aeroporto Internacional de Fortaleza e está localizada no terminal de aviação geral. Possui quase 20 anos de existência e recentemente iniciou voos com hotran, às sextas-feiras, de Fortaleza para Jericoacoara, com um Embraer 110 Bandeirante, para 18 passageiros.

 

VOOS EM OPERAÇÃO:

CKP 1 decola de Fortaleza às 18h da sexta-feira, chegando em Jericoacoara às 18h50. O retorno no voo CKP 2 acontece às 19:30h chegando em Fortaleza às 20h20.

CKP 3 decola de Fortaleza às 13h da sexta-feira, chegando em Jericoacoara às 13h50. O retorno no voo CKP 4 acontece às 15h chegando em Fortaleza às 15h50.

 

COMO PLANO DE EXPANSÃO A COMPANHIA PREVÊ OS SEGUINTES VOOS:

A partir de 28 de outubro de 2018 os voos CKP 1 e CKP 2 passam a operar às quartas e domingos.

Em 27 de dezembro implantação dos voos CKP 5, às quintas-feiras, de Fortaleza para Jericoacara, decolando às 14h e chegando às 14h50 em Jeri. Retorno no voo CKP 6 decolando de Jeri às 16h e pousando às 16h50 em Fortaleza.

O valor da passagem gira em torno de R$ 420,00 por pessoa, mais taxas.

Contato através do telefone (85) 3272.3555

http://www.rotadosolaviation.com.br

 

A ASTA – América do Sul Táxi Aéreo, iniciou operações em 1995 no Mato Grosso com duas aeronaves Sêneca. Hoje opera aeronaves Cessna 208B Grand Caravan, para 9 passageiros, apenas no Estado de Mato Grosso.

 

As cidades servidas são Água Boa, Confresa, Cuiabá, Juína, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, São Felix do Araguaia, Tangará da Serra e Vila Rica.

 

VOOS EM OPERAÇÃO:

AMS 17: Opera de segunda a sexta-feira. Confresa – São Felix do Araguaia – Água Boa – Cuiabá

AMS 18: Opera de segunda a sexta-feira. Cuiabá – Água Boa – Confresa – Vila Rica – Confresa

AMS 21: Opera de segunda a sexta-feira. Tangará da Serra – Cuiabá

AMS 22: Opera de segunda a sexta-feira. Cuiabá – Tangará da Serra

AMS 24: Opera de segunda a sexta-feira. Cuiabá – Juína

AMS 25: Opera de segunda a sexta-feira. Juína – Cuiabá

AMS 26: Opera de segunda a sexta-feira. Cuiabá – Primavera do Leste – Cuiabá

AMS 28: Opera de segunda a sexta-feira. Cuiabá – Lucas do Rio Verde – Cuiabá

Contato através do telefone (65) 3927-2599

http://www.voeasta.com.br

 

A RIMA – Rio Madeira Aerotáxi é uma empresa com sede em Porto Velho (RO) e atende, além desta, as cidades de Cacoal (RO), Labrea (AM), Manaus (AM) e Maués (AM) com aeronaves Cessna 208B Caravan.

 

VOOS EM OPERAÇÃO:

RIM 70: Opera de segunda a sexta-feira. Porto Velho – Labrea – Porto Velho

RIM 72: Opera às quartas-feiras. Manaus – Maués – Manaus

Contato: (69)-3225-8000

https://www.voerima.com

 

A TWO Aviation é uma das empresas mais estruturadas que conhecessemos e a que possui a maior frota em operação, são 18 Cessna 208B Caravan. Atende as seguintes cidades: Almenara, Araçuaí, Araxá, Bagé (RS), Belo Horizonte (Pampulha), Caratinga, Diamantina, Governador Valadares, Guaxupé, Ipatinga, Manhuaçu, Paracatu, Passos, Patos de Minas, Patrocínio, Piumhi, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Teófilo Otoni, Varginha e Viçosa.

 

EM 20 DE SETEMBRO ESTRÉIA AS SEGUINTES ROTAS:

OWT 5561: Rio Grande – Porto Alegre

OWT 5562/5566: Porto Alegre – Passo Fundo

OWT 5563/5567: Passo Fundo – Porto Alegre

OWT 5564: Porto Alegre – São Borja

OWT 5565: São Borja – Porto Alegre

OWT 5568/5576: Porto Alegre – Bagé

OWT 5571: Bagé – Porto Alegre

OWT 5572: Porto Alegre – Santa Rosa

OWT 5573: Santa Rosa – Porto Alegre

OWT 5574: Porto Alegre – Rivera

OWT 5575: Rivera – Porto Alegre

Contato: (11) 4582-2355

http://www.twoaviation.com.br/pt

 

Lembramos ainda que as empresas MAP Linhas Aéreas, Passaredo Transportes Aéreos e até mesmo a Azul Linhas Aéreas, operam em cidades de menor porte, porém, no nosso entendimento, sem concorrer diretamente com as quatro empresas de táxi aéreo citadas.

 

FONTE: Aviação Brasil

Táxi voador é testado com sucesso por CEO de companhia de energia

Fitzpatrick, da Ovo Energy, não é novo no mundo da tecnologia de veículos de ponta e está confiante de que sua equipe colocará seus planos em prática

 

O fundador de uma das companhias britânicas de abastecimento de energia tem uma nova empresa e pretende que ela ofereça serviços intermunicipais com táxis voadores que decolam e pousam verticalmente dentro dos próximos quatro anos. A Vertical Aerospace, que é dirigida pelo CEO Stephen Fitzpatrick e conta com ex-funcionários da Airbus e da Boeing em seu pessoal, finalizou seu primeiro voo de teste bem-sucedido com um protótipo de veículo não tripulado.

 

“Nós nos concentramos no mercado de trajetos de curta distância entre cidades”, disse ele em uma entrevista. “Esperamos que nossos veículos pilotados levem pessoas de uma cidade a outra e que decolem perto da casa delas, não necessariamente em aeroportos.”

 

A empresa de Fitzpatrick, que ele mesmo financiou, não é o único participante da corrida global para produzir veículos de decolagem e pouso verticais, e muitos dos concorrentes têm uma vantagem inicial maior. Um estudo da Deloitte publicado em janeiro descreveu a pesquisa e prototipagem de drones de passageiros e carros voadores que remontam ao início dos anos 1980, e quase todos ainda não estão em produção.

 

A Airbus e a Boeing têm planos bem avançados para os táxis voadores, e o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, disse em janeiro que “protótipos reais” estão sendo construídos com a ideia de que naves autônomas poderiam pairar nas ruas da cidade dentro de uma década. O governo do Japão projeta um prazo similar, assim como o CEO da Uber.

 

Mas Fitzpatrick, que também é CEO da Ovo Energy, não é novo no mundo da tecnologia de veículos de ponta e está confiante de que sua equipe de engenheiros pode colocar seus planos em prática. Em 2015, um ano antes de fundar a Vertical Aerospace, ele comprou a equipe de Fórmula 1 Manor Marussia dias antes que os administradores leiloassem seus carros de corrida após uma crise financeira.

 

“Vi uma oportunidade de negócio em aplicar a tecnologia da Fórmula 1 à aviação para revolucionar o transporte de curta distância e encurtar rotas como Londres-Madrid eliminando a necessidade de decolar de uma pista”, disse ele.

 

A empresa informou que o voo de teste de seu protótipo totalmente elétrico e não tripulado, que parece uma versão do tamanho de um carro de muitos drones populares, foi demonstrado com sucesso em um pequeno aeroporto inglês em junho. Ele só pôde voar cerca de cinco minutos, disse uma porta-voz da startup, mas é capaz de atingir velocidades de até 80 km/h. Projeta-se que modelos pilotados percorrerão distâncias de 800 quilômetros com um número pequeno de passageiros.

 

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido concedeu permissão para que a Vertical Aerospace realizasse o voo de teste, mas existem enormes obstáculos regulatórios para qualquer empresa que invista nessa tecnologia. Por exemplo, qual é a quantidade razoável de energia de reserva necessária para veículos elétricos com capacidade de voar? Os pilotos precisarão ter uma licença? Em que parte do céu eles poderão voar?

 

“Acreditamos que levará muito tempo para que os órgãos reguladores e os passageiros se sintam à vontade com isso”, disse Fitzpatrick. “Provar que a tecnologia funciona é muito diferente de provar que ela nunca falha, que é o que a regulamentação de aeronaves exige.”

 

FONTE: Revista Exame

Dona do AliExpress negocia Viracopos para criar centro de distribuição

Com os aeroportos a serem arrematados, Viracopos também funcionaria como ponto de conexão para voos no Nordeste e Sudeste.

 

Para concretizar esse plano, o grupo planeja construir um linha própria de trem passando pela rodovia dos Bandeirantes —administrada pela CCR— e que liga o aeroporto de Viracopos a São Paulo.

Segundo pessoas que acompanharam as conversas com a CCR, a ideia é captar com essa malha ferroviária o excedente de passageiros de Guarulhos que hoje vão para o aeroporto do Galeão (RJ) como destino final ou para fazer conexões com o Nordeste.

 

A concessionária aposta nesses projetos porque, segundo o Ministério das Cidades, há diversas obras de mobilidade urbana nas cidades escolhidas pela CCR para investimentos.

 

Viracopos faz parte de um grupo de aeroportos privatizados pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011 e que previram o pagamento de cerca de R$ 24 bilhões em outorgas para a União.

O cálculo dos lances iniciais levou em consideração um cenário econômico em expansão com demanda de passageiros e cargas mais que suficiente para bancar as outorgas.

 

O grupo que arrematou Viracopos ofereceu pagar R$ R$ 3,8 bilhões com um ágio de quase 160%. Naquele momento, as projeções indicavam que, já em 2016, quando a fase de investimentos estaria concluída, haveria 17,9 milhões de passageiros e um a movimentação de carga de chegaria a 409 mil toneladas.

 

Logo no início, a empresa enfrentou dificuldades de caixa e teve multas por atraso nas obras de ampliação. O novo terminal foi inaugurado em 11 de novembro de 2014 sem estivesse totalmente pronto.

 

Três dias depois o então presidente da UTC, Ricardo Pessoa, foi preso pela Polícia Federal. Alvo da operação Lava Jato, Pessoa foi o principal idealizador do projeto de Viracopos junto com a Triunfo.

Em 2016, quando as obras foram concluídas e enfrentando severas restrições financeiras, Viracopos transportou 9,3 milhões de passageiros --52% do que tinha sido projetado pelo governo-- e movimentou 166 mil toneladas de cargas --41% do projetado.

 

Em julho de 2017, a UTC‚ entrou com pedido de recuperação judicial e muitas das responsabilidades financeiras da construtora em Viracopos foram assumidas pela sócia Triunfo --que também foi se deteriorando.

 

Diante disso, a concessionária de Viracopos pediu para a Agência Nacional de Aviação (Anac) a devolução da concessão para a União. A agência negou e abriu um processo para cassar a concessão. O caso foi parar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) que, no início de maio, negou o pedido.

Com esse cenário, a concessionária de Viracopos entrou com um pedido de recuperação judicial e agora todo o processo está paralisado à espera de um plano financeiro que ateste a viabilidade do aeroporto.

 

Em outra frente, a Anac tenta, via judicial, minar a recuperação e cassar a concessão que seria leiloada novamente.

 

Consultadas, IG4, Global Logistic Properties e CCR não quiseram comentar.

 

FONTE: Jornal Folha de SPaulo

ANAC se reúne com setor para discutir regras para importação de aeronaves de construção amadora e leves esportivas usadas

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) realizou no dia 4 de setembro de 2018, em São José dos Campos (SP), reunião participativa sobre regras para importação de aeronaves de construção amadora e leves esportivas usadas. O evento contou com mais de 40 participantes, entre servidores da própria Agência e representantes do setor, como fabricantes de aeronaves, escolas de aviação, aeroclubes, associações, construtores amadores, profissionais autônomos e outros interessados no tema.

 

A realização desta reunião participativa tem como objetivo oferecer à sociedade a oportunidade de se inteirar sobre as discussões realizadas dentro da Agência acerca do tema 26 da Agenda Regulatória da ANAC (“Requisitos de importação de aeronaves de construção amadora e aeronaves leve esportivas usadas”). As propostas apresentadas pela ANAC no encontro são fruto de uma análise de impacto regulatório que considerou aspectos relacionados às diversas partes interessadas do setor.

 

Na reunião, os participantes tiveram a oportunidade de contribuir com informações sobre possíveis impactos no setor e puderam sanar eventuais dúvidas. Ao final do evento, foram convidados a responder um questionário no intuito de auxiliar a ANAC a complementar seus estudos a respeito do tema. Os resultados finais desses estudos serão apresentados à Diretoria da Agência até fim de setembro.

 

Acesse a apresentação realizada pela ANAC durante o evento (clique aqui para acessar).

 

FONTE: ANAC

Novas regras devem criar mais voos regionais

A aviação brasileira vai passar por mudanças a partir do próximo ano. As alterações propostas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretendem atualizar critérios usados para classificar tipos de voos e tamanhos de aeronaves. Para grandes companhias e operadoras de táxi aéreo, as novas regras devem estimular o lançamento de mais rotas regionais, mas podem encarecer serviços.

 

"Um de nossos principais objetivos é separar o que é modelo de negócio do que é segurança. Não é papel da agência determinar modelos de negócios, mas garantir a segurança", disse o diretor da Anac, Ricardo Fenelon Jr. (foto) "Prorrogamos o prazo da audiência [pública] para que não haver impacto de custos nas empresas", disse ele. O prazo para colher propostas da sociedade civil terminaria em 3 de agosto, mas foi estendido para 17 de setembro.

 

Após concluída a audiência pública, o diretor da Anac disse que a agência vai trabalhar na redação final do texto. "Esperamos ter esse texto definido até o fim do primeiro semestre de 2019. Depois disso, as empresas terão três anos para se adequarem às regras, para que o mercado possa se adaptar as mudanças", disse Fenelon.

 

A regulamentação atual divide o transporte aéreo em cinco modalidades. Nas classificações doméstica e de bandeira estão os voos regulares operados por grandes companhias, que usam aviões grandes, com mais de 30 assentos. As outras três são: por demanda (o táxi aéreo), suplementar (caso de fretamentos de turismo, por exemplo) e complementar (voos regionais feitos com pequenas aviões, para até 9 passageiros).

 

O texto que a Anac colocou em audiência pública propõe apenas duas modalidades: a regular (ou agendada) na qual a companhia aérea determina local e horário de partida e destino do voo; e a não-regular (não agendada), para qualquer voo que não seja regular. "Na prática, apenas estamos deixando mais claras as regras que já existem", disse o diretor da Anac. Segundo ele, a agência foi procurada por empresas que tinham planos de lançar novos negócios no Brasil, mas ficaram em dúvida sobre a legislação existente.

 

Um dos casos foi o da Two Flex, que faz voos regionais com aviões pequenos, para até nove passageiros. "Essa desregulamentação vai favorecer a aviação regional", diz o presidente da empresa, Rui Aquino, um dos sócios da empresa junto com Anderson Marchi Davo, herdeiro do grupo de logística JadLog, e Luiz Falco, presidente da CVC. A regulamentação atual, na visão da companhia, limitava seus planos de expansão de malha.

 

A Two Flex é dona de 18 aviões turboélices Cessna Gran Caravan, que transportam até nove passageiros. A companhia faz voos regionais, ligando cidades no interior de Minas Gerais, por exemplo. Pela atual legislação, a empresa não pode fazer mais do que 15 frequências semanais. Se quisesse ampliar essa operação, teria que buscar certificação de uma grande companhia de bandeira.

O problema, diz Aquino, é que nessa modalidade, a de bandeira para voos regulares, os atuais requisitos impostos pela legislação - relacionados por exemplo a tripulação, certificações de frota, e infraestrutura mínima de aeroportos -, são desenhados para grandes empresas como Gol, Latam, Azul e Avianca, que usam jatos para mais de 160 passageiros, atendendo milhões de pessoas.

 

Com a flexibilização da regra, o sócio da Two Flex diz que a empresa poderá voar para mais cidades. O plano, diz, é conectar destinos secundários e terciários aos aeroportos usados pelas grandes companhias. "Vamos alimentar os hubs [aeroportos que concentram grande número de operações, voos e conexões] das grandes aéreas", disse Aquino. Ele planeja investir US$ 18 milhões e ampliar a frota para 30 aviões até 2020.

 

O presidente da TAM Aviação Executiva, Leonardo Fiuza, também presidente do conselho da Associação Brasileira da Aviação Geral (ABAG), que representa empresas de táxi aéreo e donas de aviões particulares, concorda que a nova legislação proposta pela Anac tem potencial para estimular a aviação regional no país.

 

 "Nós não temos planos de atuar nesse segmento [aviação regional]. Mas se houver expansão da aviação geral, nós seremos beneficiados porque a demanda por manutenção, por serviços aeroportuários e por compra de peças, negócios em que atuamos, também vai crescer".

 

Fiuza ponderou que os operadores de táxi aéreo ainda têm preocupações com o texto proposto pela Anac. Isso porque além de ajustar modalidades de voos, a agência vai mexer na classificação de tamanho de aeronaves. Na proposta da agência, o conceito de aeronave grande, atualmente um equipamento com mais de 30 assentos, passaria a ser válido para modelos com mais de 19 lugares para passageiros.

 

"Isso pode inviabilizar negócios para a empresa de táxi aéreo", diz a diretora superintendente de fretamento, gerenciamento e manutenção de aeronaves da Líder Aviação, Bruna Assumpção Strambi. Segundo ela, algumas operadoras de táxi aéreo, que fazem voos com jatos executivos para mais de 19 pessoas, teriam que assumir custos semelhantes aos cobrados de companhias aéreas comerciais.

 

O diretor da Anac diz que apenas 44 aviões - em um universo de 1,3 mil aeronaves que pertencem a 120 empresas de táxi aéreo - devem mudar de categoria com a nova regra. "E mesmo assim, estamos ouvindo o mercado para mitigar esses impacto", disse Fenelon.

 

Para a sócia do Simões Sociedade de Advogados, Adriana Simões, especialista em aviação, o texto proposto pela Anac tem outros pontos que geram dúvidas. Na visão da advogada, as operações por demanda deixam de ser exclusivas dos táxis aéreos. "As grandes companhias aéreas poderão operar serviços de táxi aéreo em sua própria estrutura. Isso tem o potencial de gerar uma concorrência estarrecedora para as empresas de táxi aéreo, que possuem estruturas muito mais modestas", diz ela.

 

Para o diretor de alianças da Azul, Marcelo Bento Ribeiro, a intenção da Anac é positiva porque pode efetivamente ampliar a conectividade aérea no país, com ampliação de voos regionais operados por aviões menores.

 

Mas o executivo da terceira maior aérea do país pondera que a agência precisa deixar claro que as empresas que venham a operar voos regionais com aviões menores também devem ser submetidas às devidas obrigações legais. Isso significa, por exemplo, pagar alimentação e hospedagem ao passageiro em casos de voos atrasados ou cancelados.

 

"Entendemos que a Anac quer arrumar a legislação sobre o assunto e viabilizar a exploração de linhas aéreas regulares por aeronaves de pequenos porte", diz Ribeiro. "Mas as exigências válidas para o direito do consumidor, por exemplo, têm que valer para todas as empresas, ou teremos concorrência desigual".

 

O diretor da Anac disse que qualquer empresa aérea que fizer voo regular, independentemente do tamanho do avião, vai ter que cumprir a Resolução nº400/2016, que traz os direitos e deveres dos usuários de transporte aéreo.

 

Procuradas, Gol, Latam e Avianca disseram que o assunto está sendo tratado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Mas a entidade ainda não fechou questão. "Nessa fase, em que a Anac ainda está colhendo sugestões do setor, preferimos aguardar, apurar a posição dos associados", disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

 

FONTE: Jornal Valor Econômico por João José Oliveira

Novas regras para CIV Digital

Mudanças na Instrução Suplementar nº 61-001 passaram a vigorar nesta segunda-feira (27/8)

 

Em 27 de agosto entrou em vigor a revisão B da Instrução Suplementar (IS) nº 61-001, que trata da Caderneta Individual de Voo Digital – a CIV Digital. A revisão foi realizada pela Portaria nº 2.516/SPO, de 16 de agosto de 2018, publicada no Diário Oficial da União do dia 17 de agosto.

 

Confira as principais mudanças promovidas pela revisão da IS 61-001 (clique nos links para acessar):

 

MUDANÇA NO LANÇAMENTO DE VOOS DE INSTRUÇÃO

Anteriormente, os voos de instrução eram lançados tanto pelo aluno (Piloto em Instrução) quanto pelo instrutor (Instrutor Voo). Com a restruturação da CIV Digital, somente o instrutor fará o lançamento do voo em sua CIV Digital, devendo indicar o CANAC do aluno. Esse voo será exibido como “Rascunho” tanto na CIV Digital do Instrutor (na função “Instrutor Voo”) quanto na CIV Digital do aluno indicado pelo instrutor (na função “Piloto em Instrução”). O aluno por sua vez deverá confirmar esse registro por meio do botão “Enviar”, localizado à direita da linha onde se encontra o voo. Após enviado, o registro aparecerá com o status  “Cadastrado” tanto na CIV Digital do Instrutor quanto na CIV Digital do aluno.

 

Importante: as horas registradas na função “Instrutor Voo” serão automaticamente consideradas pela ANAC como piloto em comando, nos termos da seção 61.31(c)(2)(ii) do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 61 (clique no link para acessar):

 

INCLUSÃO DA FUNÇÃO “INSTRUTOR DE VOO EM SOLO”

Os voos de instrução solo (ou seja, os voos em que o aluno é o único ocupante da aeronave e o instrutor supervisiona o voo a partir do solo) devem ser lançados pelo instrutor em sua própria CIV Digital. Para tanto, o instrutor deverá selecionar a função “Instrutor de voo em solo” e indicar o número CANAC do aluno. Esse voo será exibido como “Rascunho” tanto na CIV Digital do Instrutor (na função “Instrutor de voo em solo”) quanto na CIV Digital do aluno indicado pelo instrutor (na função “Piloto em Instrução Solo”). O aluno, por sua vez, deverá confirmar esse registro por meio do botão “Enviar”, localizado à direita da linha onde se encontra o voo. Após enviado, o registro aparecerá com o o status “Cadastrado” tanto na CIV Digital do Instrutor quanto na CIV Digital do aluno.

Importante: embora listadas na CIV Digital do Instrutor, as horas de voo registradas na função “Instrutor de voo em solo” não serão consideradas pela ANAC como experiência de voo e tampouco serão consideradas para a concessão de uma licença de piloto de grau superior. As horas de voo registradas na função “Piloto em Instrução Solo”, no entanto, serão automaticamente consideradas pela ANAC como “Piloto em Comando”.

 

INCLUSÃO DO CAMPO “MILHAS DE NAVEGAÇÃO”

Para todo voo de navegação (assim definido na seção 5.2.3 (f) da IS nº 61-001), além do campo “Navegação”, no qual deverá ser informado o tempo de voo em navegação (hh:mm), será necessário preencher também o campo “Milhas de Navegação” com a distância navegada.

 

ENDOSSOS

Todos os endossos previstos no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 61 devem ser, obrigatoriamente, especificados pelo instrutor de voo no campo “Observação” em texto similar ao descrito na IS nº 61-006 (clique nos links para acessar os normativos).

 

Acesse a página de Perguntas Frequentes a CIV Digital (clique aqui para acessar).

 

FONTE: ANAC

Perlan Glider Crosses 62,000 Feet over Patagonia

The Airbus Perlan Mission 2 recently achieved a glide above a pressure altitude of more than 62,000 feet, thanks to stratospheric mountain waves in El Calafate, Argentina. While pending official validation, it is anticipated that the newly reached altitude marks a gliding altitude world record. The Perlan 2 glider is pressurized and capable of soaring up to 90,000 feet. The initiative behind the mission is to fly an engineless glider to the edge of space to support high-altitude flight, weather, and climate change research.

 

Jim Payne and Morgan Sandercock piloted the recent mission and passed the Armstrong Line—a point in the atmosphere above which an unprotected human’s blood would boil if the aircraft were to lose pressurization—during the flight. To reach such a high altitude, El Calafate was selected as a suitable location as rising air currents around the area can reach more than 100,000 feet for short periods each year.

 

“This is a tremendous moment for all the volunteers and sponsors of Airbus Perlan Mission 2 who have been so dedicated to making our nonprofit aerospace initiative a reality,” said Ed Warnock, CEO of the Perlan project. “Our victory today, and whatever other milestones we achieve this year, are a testament to a pioneering spirit of exploration that runs through everyone on the project and through the organizations that support us.”

 

The Perlan 2 was built in Oregon and is based in Minden, Nevada. The glider features a carbon-fiber capsule with a passive cabin pressurization system. This system is highly efficient and eliminates the need for heavy and high-power consuming compressors. Additionally, a closed-loop rebreather system in the Perlan 2 uses only oxygen metabolized by the crew. A wave visualization system depicts rising and sinking air in the cockpit.

 

The Perlan 2 does not affect the temperature or chemistry of the air surrounding the glider, allowing it to be a highly suitable platform for atmospheric research. Flights for the Perlan 2 will continue as weather and winds permit through mid-September.

 

“Innovation is a buzzword in aerospace today, but Perlan truly embodies the kind of bold thinking and creativity that are core Airbus values,” said Tom Enders, Airbus CEO. “Perlan Project is achieving the seemingly impossible.”

 

FONTE: AINonline by Alexa Rexroth

Pilatus Sales Buck Trend in Latin America

The exclusive Pilatus sales agent for South and Central America, Synerjet, has achieved numerous sales over the past two years in the Latin American market since it broadened its focus beyond Brazil. Economic confidence has slumped before and since the impeachment of President Dilma Rousseff last August, at the time of LABACE 2016.

 

At that show, Pilatus, in fact, sold two aircraft, one of which is in the LABACE 2017 static display having been delivered to CBAir, which last month merged with Global Aviation to form a new company, ICON Aviation.

 

José Eduardo Brandão, Synerjet general director, told AIN at the show that “our first intention was to find markets other than Brazil, which was in a crisis; the market stopped completely. We spent a whole year without selling any aircraft at all.”

 

But with the new strategy, Synerjet has had considerable success. “We are succeeding and we have sold the first PC-12s in countries such as Paraguay, Colombia, Panama and Chile in the last two years. Nowadays we have five or six PC-12s flying in Chile and in Colombia the second PC-12 will be delivered next month.” He said the company also sold a PC-12 at this year’s LABACE to a customer from Costa Rica, “the first ever sold there,” a sale that follows up last year’s success at the Congonhas event.

The PC-12 fleet in Latin America now totals approximately 50 aircraft, although most are still in Brazil. Synerjet “recently sold five PC-12s in Brazil—to several different operators,” suggesting that the market in the nation may be less in crisis than it once was. (Brandão admitted, “We had to reduce the price a bit.)

 

“Brazil has suffered a lot recently but the economy is much better than last year; currency is not a problem now, the rate is favorable, so importing parts is not a problem.”

 

To underline its push into the wider Latam market, Synerjet has opened offices in Panama and Ecuador. Its main office is still in São Paulo “but the Bogota office is getting stronger and stronger,” Brandão noted. It also has a partner in Santiago, Chile, AeroCardal, which “is a huge FBO operator there, operates PC-12s and is our authorized service provider there.” Its other ASCs are at Sorocaba, and in Medelin, Colombia.

 

The company is also now the distributor for Cirrus in Latin America, other than Brazil. “We now distribute for Cirrus in Colombia, Ecuador, Peru, Panama, Costa Rica and Nicaragua,” Brandão said, adding that the Cirrus is the ideal aircraft to bring new clients into aviation, especially young business owners.

 

These may later upgrade to the PC-12, he believes. “The PC-12 offers an affordable aircraft that can easily replace small-to-medium sized jets, turboprops, and even helicopters. It is versatile and extremely low cost with a very good range—like São Paulo to Manaus, direct.

“We’re doing a lot of long flights, for example to Central America. It’s very comfortable, the cabin is large and has a toilet, which many aircraft don’t have. It’s a family aircraft too,” he explained.

 

Perfect Aircraft, PC-24?

 

“The only problem with the PC-24,” said Brandão somewhat pensively, “is that with we don’t have enough to sell to the interested people.

 

“In 2014 at EBACE [in Geneva] they sold out the first three years of production. We went there with 14 LOIs from South American customers but unfortunately came back with only  three orders [fulfilled], and it’s not enough.” (The limited production slots were split evenly among Pilatus agents around the world).

 

“Since then we’ve been waiting for certification, when they will open the sales book up again, to see what we can get. It is the perfect aircraft for South and Central America and we have many customers signed up with LOIs and deposits, in Chile, Argentina, Brazil and Guatemala. There are several in Brazil.” He added that of the three initial orders from 2014’s EBACE, “one is definitely going to Chile and another to Brazil.” Brandão also noted, as has oft been repeated by Pilatus, that “most PC-24 buyers are PC-12 owners.”

 

FONTE: AINonline at LABACE Convention by Ian Sheppard

Bombardier: 'Mission Accomplished' for Global 7500 FTV1

As it nears certification for its new 7,700-nm flagship business jet, Bombardier Business Aircraft has retired the first Global 7500 flight-test vehicle—FTV1, dubbed “The Performer”—from flight-test duties, the Canadian aircraft manufacturer announced this week. “On November 4, 2016, the inaugural flight test vehicle…took to the skies for the first time,” it said. “Today, [it] has officially completed all of its flight testing and is going into retirement. Mission accomplished.”

 

However, Bombardier said the aircraft itself is far from being retired. Instead, FTV1 has recently been painted at the company’s Global Completion Center, serving as a dress rehearsal for the paint shop, which was recently expanded to accommodate the larger model. The airplane will also be used as a demonstrator and appear at local and company events ahead of the first production Global 7500’s expected service entry in the fourth quarter. In addition, Bombardier’s customer experience team is using FTV1 to validate all instruction manuals and procedural guidelines.

 

Meanwhile, the company said the rest of its Global 7500 flight-test fleet—FTV2 through FTV5—is wrapping up the final testing. To date, the five test aircraft have accumulated more than 2,700 flight hours altogether.

 

FONTE: AINonline by Chad Trautvetter

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